terça-feira, 26 de abril de 2011

Tô me afastando de tudo que me atrasa,me engana, me segura e me retém.
Tô me aproximando de tudo que me faz completa, me faz feliz e que me quer bem.
Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem.
Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também.
Ultimamente eu só tô querendo ver o 'bom' que todo mundo tem.
Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem?
Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém.
Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem.
Tô feliz, to despreocupada com a vida, eu tô de bem.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos. Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.

CAIO F. ABREU

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Precisa casar comigo não, precisa me engravidar não. Basta me olhar assim, basta morrer de rir comigo. Basta me ler, me decifrar, ser intenso nesse minuto. Vamos todos morrer meus amores, vamos então morrer sabendo que demos vida a alguém.

TATI BERNARDI
(…)Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções .

CAIO F. ABREU

terça-feira, 12 de abril de 2011

Que vontade de sentar e chorar um pouquinho.
Deitar em posição fetal e dormir uns 20 anos sem sonhar com nada. Sem demorar pra pegar no sono pensando no que não fez, no que podia ter feito, no que tem pra fazer, no que nunca farei.
Quando uma coisa não é pra ser, não é e ponto final. Mas que frusta e dói, ah, dói.
Incapacidade? Má condução verbal? Feiúra? Marketing pessoal é tudo nessa vida!
Queria ter uma mala de rodinhas. E um passaporte pra usar como album de figurinhas.
E tempo…
Porque o tempo passa muito rápido.
Até ontem eu sabia o que queria da vida.
Hoje já não sei mais.
viver me parece um luxo, mesmo nos detalhes mais aporrinhantes.

Caio F. Abreu in “Cartas”