segunda-feira, 14 de maio de 2012
As minhas mãos não são muito grandes para alcançar o alto. Os meus passos costumam ser curtos, embora apressados. Mas há algo, um algo escondido, em cada olhar que disparo, em cada palavra que não falo ou pensamento que me passa. Eu vejo tudo lá adiante, como quem mal vive o agora. Eu vivo o amanhã, talvez para não sentir tanto as dores do hoje. O que eu escondo, meu bem, é a vontade de suportar o hoje fugindo dele mesmo.
Camila Costa
domingo, 13 de maio de 2012
Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá…
Ana Jácomo
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