
Era preciso misturar.
As almas eram íntimas mas os corpos precisavam da entrega.
O beijo conduzia a libido e o encontro dos corpos em um enlace perfeito transcendia o sublime ato de amar.
Precisavam de mais.
Precisavam demais um do outro.
As almas quase gêmeas celebravam o fato de não serem irmãs.
Esse desejo mútuo era declaradamente profano.
Aquelas almas íntimas pediam a voluptuosidade.
Queriam amar-se como dois seres irracionais mas, conscientes do que eram capazes juntos.
Juntos, misturados, únicos.
O mistério do amor que sonhavam tornara-se mítico, intocável.
Nada existente seria forte o bastante para apagar o pertencimento permitido com incrível reciprocidade.
Recíproco também era o afeto.
Recíproca era a admiração.
Reciprocidade era a ânsia de serem um do outro e de ninguém mais.

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