quinta-feira, 14 de maio de 2009

x.x

Altenar momentos de extrema alegria com outros de angustia pura e é assim que vivo.
Com um vento que venta dentro do peito.
Com um brilho que vaga no fundo dos olhos.
Respirar a fumaça escura da esperança que arde em chamas entre as margens do rio e o céu me intoxica.
Detesto ver as cortinas desabando aos meus pés.
Ser parte da engrenagem. A liberdade que existe entre o espelho e eu.
Falsa, indecente, imoral, necessária.
A prisão que se tornou viver entre minha fábula e a vida real que jorra pelas janelas.
O gosto torpe do amor e o azedo do ódio que habito em veias chulas, eis que me vejo em meio a um turbilhão de sorrisos, mas não sei sorrir.
Eis que me vejo radiante apregoado com os pés no chão fingindo que quero voar e não sei voar.
Não sei pra onde iria se soubesse.
Só durmo quando imagino que estou voando.
Alternar momentos de certezas com outros de confusão é a duvida entre a culpa e a paranóia.
O certo no jogo de dados. O sim quando deveria ser o não.
O prêmio frustado, o acaso do acaso, a ressaca, a luxúria, a volúpiae o desamparo amargo no reflexo do copo de leite.
Fugir pra onde pode ser encontrado.
Ver e fingir não ter visto é um risco meramente calculado.
Alternar mentira e solidão. Pois ambas anulam-se entre si.
Medo e desejo. Prática e memória. Repressão.
Repressão do amãgo do ãmago.
Apenas repressão.
O que penso de mim quando penso o que pensam de mim?
O que penso de mim quando exponho apenas o avesso?

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